Dave Brubeck – Time Out (1959)


Pois é, Dave Brubeck fez 90 anos essa semana.

 

Dave Brubeck – Time Out

 

Lado A
1. “Blue Rondo à la Turk”
2. “Strange Meadow Lark”
3. “Take Five”

Lado B

1. “Three to Get Ready”
2. “Kathy’s Waltz”
3. “Everybody’s Jumpin’”
4. “Pick Up Sticks”

Dave Brubeck — piano
Paul Desmond — saxofone alto
Eugene Wright — contrabaixo
Joe Morello — bateria

 

Confere!

 

via elefante-psicodelico

Time Out é um disco diferente [óbvio] dos outros de jazz. Composto por uma banda predominantemente de branquelos, ele é o primeiro de uma série que tinha como proposta a criação de músicas com compassos e andamentos diferentes do classico 4/4.

Além dele, a banda lançou mais tarde quatro albuns com a mesma proposta: Time Further Out, Time In Outer Space, Time Changes e Time In. Time Out é um dos discos mais famosos e vendidos da historia do jazz, talvez devido ao grande sucesso da faixa Take Five, que acabou virando um standart. Apesar da proposta inovadora, o disco é de fácil digestão. Nada de virtuosismo ou harmonias dissonantes, o disco caminha sempre num clima agradável de fim de tarde de domingo em algum bar de sua preferência.

Blue Rondo a La Turk [a preferida do Gravata aqui] abre o disco com um clima árabe, ritmo descoberto durante uma viagem de Dave pela Turquia. Ao ouvir um grupo local tocando, maravilhou-se pela melodia e pelo modo como eles se sentiam à vontade para improvisar sobre um compasso tão quebrado.

A segunda musica, Strange Meadow Lark segue com a uma estrutura normal, abrindo caminho para a já clichê, porém não por isso menos bela, Take Five (isso é a pura essência do jazz) que você pode nunca ter escutado, mas com certeza conhece…se não… delicie-se com a linha de sax e o solo de bateria.

Three to Get Ready começa com uma bela melodia de sax, alternando dois compassos em 3/4 seguidos por um 4/4. No momento em que você começa a se sentir levado pela onda, vem a próxima e te carrega de volta ao tempo forte.

Kathy’s Waltz começa com um delicado piano em 4/4 para depois cair em uma valsa em 3/4.
Everybodys Jumpin e Pick Up Sticks fecham o álbum em 6/4.

Adoro esse disco, foi o que me introduziu no jazz. Fácil de ouvir, mais fácil ainda de se apaixonar por suas músicas.

Recomendadíssimo!


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