Originais & Originados (Pierre Henry vs Eramos Carlos vs Fatboy Slim)


Atendendo aos pedidos do sr Bravo e para dar um tempo da Teresa que hoje não me deixou em paz, resolvi passar aqui para dar um oi hj. Mas pera lá, as férias seguem até dia 10, ok?

Hoje parei pra ouvir o disco Carlos Erasmo do tremendão Erasmo Carlos. Belo trabalho, viu. Qualquer dia escrevo mais sobre ele. Fiquei curtindo a música Agora Ninguém Chora Mais que me fez pensar em um Originais & Originados.

O original? A faixa Pshyche Rock de Pierre Henry, e que ficou famosa como tema do desenho Futurama. O disco dele é estranho viu, gente! Mixa música concreta e experimental. Demais de interessante, mas precisa ter paciência pra ouvir.

Já os originados são Agora Ninguém Chora Mais do tremendão e a versão de Psycke Rock feita pelo Fatboy Slim.

Detalhe, pesquisando sobre o disco de Pierre Henry, achei essa matéria escrita por uma jornalista da Folha de S. Paulo.

Vale o confere!

 

 

 

 

 

Pierre Henry – Messe Pour Le Temps Present

Confere!

“ADRIANA FERREIRA SILVA
da Folha de S. Paulo 

A fita cassete e o gravador ainda não haviam sido inventados quando, em meados dos anos 40, em Paris, dois Pierres, Henry e Schaeffer, decidiram criar uma “música nova”, feita a partir da manipulação de objetos, com ruídos e pedaços de outras músicas. Nascia ali a música concreta, além de uma série de procedimentos que, posteriormente, ficariam conhecidos como sample e remix.

“Nosso principal equipamento era o microfone, que permitia gravar muitos sons”, diz Henry. “A fita cassete ainda não existia, então, trabalhávamos com LPs, registrando pedaços bem pequenos de músicas, que eram copiados em outro player. Essa maneira de produção, que inventamos em 1950, deu início ao que faz um DJ. Usávamos dois toca-discos para ter diferentes sonoridades na mesma gravação.”

Desde que criou o Grupo de Pesquisa de Música Concreta com Pierre Schaeffer, em 1949, Henry investiga as possibilidades de composição por meios não-convencionais. “A música concreta é o ato de escolher o som e trabalhar nisso, manipulando, gravando e regravando, o que resulta em algo totalmente diferente”, define ele. “Depois de anos estudando instrumentos e composições eruditas no conservatório, tive vontade de explorar novos mundos.”

Obras de sua autoria inspiraram artista como o então jovem alemão Karlheinz Stockhausen, que, instigado pelos franceses, intensificou suas experiências eletrônicas. “Stock-hausen estava mais ligado à escola alemã, curiosa sobre a eletrônica, e eu, à música concreta”, explica Henry. “Queríamos fazer nosso próprio som, utilizando diferentes fontes, instrumentos e objetos, entre outras coisas. O interesse pela eletrônica veio um pouco mais tarde, em 1954, quando fiz minha primeira música eletrônica, ‘Haut-Voltage’ [1956].”

“Peças suas também caíram nas mãos de produtores como o inglês Fatboy Slim, que remixou “Psyche Rock”. Apesar disso, Pierre Henry pouco sabe sobre a eletrônica atual. “Não ouço”, responde, impaciente. 

Se existe uma analogia entre seu trabalho e o desses produtores, Henry resume: “A diferença é que nós criávamos os samples, e muitos DJs os roubam. Essa era a única tecnologia que existia. Inventamos o sample, o uso da reverberação, a mesa de mixar…”

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